quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O TRIO DE QUATRO

Mais um tour, e desta vez o prémio da montanha era o mote do weekend!...
A emoção era muita! O Santos (isto de falar na 3ªpessoa é giro), não dormiu em condições, com a expectativa do encontro com o gigante que em tempos idos não conseguiram domar, ainda atormentado pelo ruído da corrente do Manços (já na altura companheiro de lides), a escaqueirar-se após 500m de suave subida…
Adiante! Depois da recolha atempada do nosso “mui” ilustre Presidente (aqui reverenciado em maiúscula e itálico), chegámos à vila património mundial, Sintra de seu nome, que jazia adormecida aos pés do maciço montanhoso que estávamos prestes a desafiar. Quem não dorme certamente é o Seara, que instituiu parques pagos em todo o lado mesmo ao domingo, e quando debatíamos o modo de contornar a questão, surge impaciente o Seabra (não confundir com o outro o Seara), já em “pulgas” na sua bina, que se tivesse motor rugiria certamente em escape livre, referenciando o último reduto em pleno centro da vila onde o parqueamento é à “pala”.
Estávamos a preparar o equipamento em amena cavaqueira quando inexplicavelmente surge o Barata com uma pontualidade que ainda não tínhamos presenciado! Espanto controlado, e lá partimos, não sem primeiro o Santos ser brindado com alguns comentários ao seu belo calção de lycra, usado em homenagem aos ausentes que os usam e que os cobiçam!...
Direitinhos ao centro da vila, cheirámos as magníficas queijadinhas da Sapa, logo a seguir ao edifício da Câmara Municipal, passando muito perto desse magnifico e reverenciado templo de culto que dá pelo nome de Piriquita e fabrica os melhores “travesseiros” de Portugal e arredores, começando logo a trepar em direcção ao Hotel Tivoli em Seteais. Junto a esta unidade hoteleira de FIVE STARS, começou a desenhar-se o cenário que iria ser decorrente durante todo o percurso; três almas “desabridas” lá muito à frente no jogo da “minha é melhor que a tua”, e o Santos na cauda, muito comprida por sinal, em primeiro lugar com problemas mecânicos (isto é o que dá entregar a sua bela máquina ao cuidado de amadores autoproclamados técnicos), e depois a dificuldade em manter o sincronismo entre a sua teimosa vontade e a ausência de colaboração das suas pernas.
Passa-se ao largo de Galamares, em subida interminável rodeada de quintarolas de gente menos mal na vida e uma paisagem de cortar a já pouca ou inexistente respiração do morto vivo do Santos que teimava em combater a nega que as pernas lhe davam em permanência, insultando-o por não ter ficado a ronronar na cama mais umas horas.
Em ponto alto e de vistas magníficas, primeiro ponto de reagrupamento, onde alguns elementos optaram por eliminar líquidos supérfluos, primeiro dos vários reagrupamentos do dia para recuperar o quarto elemento do trio.


Junto ao cruzamento do cabo da Roca, novo reagrupamento e a inesperada visita desse penetra indesejado de vários convívios e farras denominado “Gregório”, que aproveitando a ingestão fora de tempo de uma barra energética Ovomaltine (provavelmente com salmonelas) pelo 4º Elemento (algo baralhado como o Incal, não sabendo se estava em Baixo ou ao Alto), logo o veio cumprimentar.
Recomposto, e visivelmente com melhor aspecto lá deu inicio às hostilidades, e partiu sobranceiro em direcção ao palácio da pena, tendo direito aos seus 500m de glória, único momento do dia em que saboreou o facto de ser a frente do pelotão, para logo ser mais do mesmo, corrente aos saltinhos; mudanças a falhar, e as pernas a mandarem tudo à Me… (intervalo para compromissos comerciais), e lá chegou a mais um cruzamento no meio da serra onde o grupo o esperava para as já populares fotografias de família.


Depois foram algumas descidas desvairadas, e um ou dois cruzamentos à pinha com grupos de viciados do pedal que se encontravam vindos de todo o lado e mais algum. Penso que se levantasse-mos uma pedra o mais provável era encontrar um ciclista em vez dos pachorrentos caracóis.
Junto ao acesso em paralelo para o Palácio da Pena, o Barata, trepador nato, visivelmente preocupado com o Santos (que o estava a atrasar), disse-lhe que podia optar entre sofrer mais um pouco ou descer logo para a vila e esperar calmamente na esplanada pelo trio maravilha! Aqui o Santos (provavelmente já da cor da sua camisola) disse que tinha de subir, pois tinha de honrar o patrocínio.
Foi o cabo dos trabalhos subir aqueles metros intermináveis, com corrente a saltar cãibras violentas (como nunca tinha sentido) ouvindo ainda uns italianos comentar que a subida era “molto difficile”!! quando a bicla já ia pela mão…e chegados ao palácio, o cenário desolador da não existência de quiosque para tomar a tão desejada MINE.
Depois foi a vertiginosa descida até S. Pedro em estrada de paralelo, a comer o fumo de escape de um monumental Mercedes guiado por uma loira, que não sabia que lhe fazer em estrada tão estreita e sinuosa com dois melros de bicla a quererem ultrapassá-la. Só o Seabra e o seu guiador de 560mm, que ele insiste em chamar de volante, conseguiram passar ao lado do Mercedes.
E lá terminou o passeio, regado com a bela mine num café junto à estação, sob o olhar estupefacto de alguns ciclistas muito pró, que ainda desconhecem os benefícios hidratantes da cerveja, e nos apelidam de loucos.



Enfim rebeldes talvez, porque loucos são todos um pouco, manifestam-se é de modo diverso. Assim termino o relato de mais uma aventura do Trio; mas afinal ainda havia outro que sempre chegou ao fim, e mais dois que não compareceram à chamada…







A Imagem do Dia!...

Sintra Romântica

Coming Soon

Aguarda-se com enorme espectativa o eloquente texto do Mineista João Santos.

Entretanto, entretenham-se com o percurso:
http://www.gpsies.com/map.do?fileId=dryduxecrmitigne

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

[o entulho da semana] A caminho de África

Bosnia - Portugal
hoje, 19.45h - cervejaria "O Horácio" em Linda-a-Velha Os nossos amigos Bosnios hoje levam o balázio final!!



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Percurso Improvável em Lisboa

Desta vez aconteceu aquilo pelo qual eu já vinha a sonhar há muito tempo: o despertador não tocou na madrugada de domingo para o habitual passeio de bina e pude ficar na cama até bem tarde. O pior de tudo é que o despertador tocou no sábado! Lá fomos nós então para o nosso habitual passeio domingueiro no sábado 14, pela manhãzinha!
O meet-point foi no parque de estacionamento de Algés, onde por vezes se reúne um bando de gente estranha a brindar novas bicicletas. Desta vez não havia nada de novo; aliás, aquela hora da manhã não existe ali absolutamente nada!
Presenças confirmadas à partida apenas a minha e a do Quim (por aqui pode-se confirmar a pujança e a capacidade de reunião do MBT). Mas, eis-se-não-quando, o meu telemóvel toca quando eu seguia em direcção ao meet-point a uns estonteantes 28km/h! Atendi o telefone em pleno e estonteante andamento, algo que julgo não ser permitido, e verifiquei que era o Luís Barata que acabara de sair de Telheiras e tinha resolvido juntar-se aos bravos do pelotão! Mais uma vez, éramos uma multidão com os 3 habituais!
A partida para o tour foi feita com alguns minutos de atraso, pois o Quim, que vinha de Linda-a-Velha, resolveu ter um furo na Rockrider dentro da sua própria garagem (esta malta não cuida da limpeza do mato dentro das garagens e depois é o que dá…).
O percurso proposto apresentava-se como curto, simples, rápido e dentro de Lisboa (na vã esperança que mais alguns da pandilha pudessem sair de casa); acabou por não ser curto, nem simples nem rápido mas, em Lisboa. E terá sido porventura um dos mais insólitos que fizemos “derivado” das suas características sócio-geomorfológicas…
Após a subida de aquecimento pelos bairros do Restelo e Ajuda lá rumámos até ao parque do Monsanto para fazer BTT à bruta e para que o Seabra (agora vou falar como o Presidente Cavaco, que fala dele próprio na 3ª pessoa) pudesse experimentar o seu novo guiador “flat” de 560mm.! A verdade é que o parque do Monsanto é uma caixinha de surpresas passando rapidamente de “parque” a “floresta” do Monsanto, com algumas passagens dignas daquilo que se passa ali para os lados de Oslo!
Seabra desce à bruta;
Seabra sobe à parvo:
Mas BTT no Monsanto toda a gente faz; Como estamos sempre insatisfeitos e à procura de sarilhos resolvemos ir tratar dos nossos compromissos obrigatórios com o patrocinador do MBT à Baixa Lisboeta. Descida do topo do Monsanto até ao carismático bairro do Calhau onde daí apanhamos a mais poluída ciclovia da Europa: a da Radial de Benfica! A ligação ao alto do Parque Eduardo VII está finalmente concluída; é um percurso curioso porque passamos nas traseiras de tudo. Começa nas traseiras do Monsanto e vai passar nas traseiras de Campolide, nas traseiras de Sete-Rios, nas traseiras da Av. José Malhoa, nas traseiras da Escola do Júlio, nas traseiras do Palácio da Justiça…até que acedemos ao pigarço do Cutileiro, bem nas traseiras do alto do Parque!
Do Alto do Parque até à Baixa foram 2 minutos e 43 segundos! Sempre acima dos 40km/h, salpicando-se o crono, por vezes, com valores de 55 Km/h…
Houvessem semáforos controlados por radar na Av. Da Liberdade e ficariam todos “fechados”!!
A partir daqui começou a parte insólita do nosso tour. Chegados à praça das esplanadas da Estação do Rossio para a refrescante e hidratante bjeca, verificámos com desagrado que os brasucas que por ali servem não estavam com vontade de fazê-lo...Resultado: há que procurar outro ponto de reabastecimento. Alguém sugeriu o Largo do Carmo. E para se atingir tal largo havia que subir, em contra-mão, a famosa Calçada do Carmo (atenção, não é Rua do Carmo!) até ao Convento. O Quim, que foi o último a atingir esta meta volante, limitou-se a dizer “Fxxx-xx, vocês não querem também subir paredes???” Ali sim, as forças foram restabelecidas, o corpo hidratado e o bom humor reinava enquanto se via e ouvia, através do telemóvel do Luís, aquilo que, actualmente, de melhor se faz em termos musicais no Brasil: Hélio dos Passos e a sua Morena do Rio Turvo.
O MBT partilha convosco: www.youtube.com/watch?v=i_KA3AKojrc
Do Largo do Carmo resolvemos dar um “saltinho” a Campo de Ourique para que o Luís pudesse reclamar pela enésima vez perante os responsáveis da Bike Aventura as falhas mecânicas do desviador da sua GT. E para chegar à BA, foi uma aventura de altíssimo risco pelo meio do ultra-congestionado trânsito lisboeta de sábado de manhã! Bonito foi ver o Luís entrar em contra-mão (novamente) mas desta vez em pleno Largo do Rato!!! A Rua Ferreira Borges, no coração de Campo de Ourique, também não nos deu tréguas; filas compactas de trânsito nos dois sentidos obrigaram o Luís e o Quim a recorrer aos ultra povoados passeios enquanto o Seabra se aventurava pelo meio das filas de carros tirando o máximo partido, está claro, dos escassos 560mm do seu novo guiador! (em segredo, o Seabra pensava: “é desta que vou accionar o seguro da Federação de Cicloturismo quando arrasar com 3 ou 4 retrovisores…). Mas no meio de toda esta aventura, o único incidente registado foi o Seabra ter pisado uma valente bosta de cão quando desmontava da sua montada…Campo de Ourique no seu melhor! Entretanto, a GT do Luís lá era (re)afinada num abrir e fechar de olhos enquanto o Quim se entretinha a mentir descaradamente a uns jovens ciclistas de tenra idade que ali se encontravam num momento de adoração às nossas binas…
Deixando Campo de Ourique para trás, lá nos metemos em direcção ao Casal Ventoso. Optámos por não tomar nenhum drink na zona da Meia-Laranja e lançámo-nos que nem uns loucos pela Rua Maria Pia abaixo em direcção a Alcântara! A partir daí, nada de novo e mais do mesmo: ciclovia até Belém para os aparentemente incivilizados Luís e Seabra. O Quim, aparentemente civilizado, insistiu em ir pela Av. Da Índia num verdadeiro picanço com os pesados TIR carregados de contentores. Por fim, em Algés, esperava-nos um simpático welcome-drink no Palácio do Anjos, reconvertido em galeria de arte pelo grande amigo do Quim, Dr. Isaltino.Estava na hora de regressar às respectivas casas quando, já depois das despedidas, o Seabra verificou que o pneu da frente da sua Rockrider estava, imagine-se, furado!!!! O Seabra lá tratou do assunto em tempo recorde mas tendo sempre presente a chamada de atenção do colega de equipa Quim: “cuidado ao verificares o pneu pelo interior, pois podes ter furado numa seringa durante a passagem pelo Casal Ventoso"
...
Analisardes todos os detalhes geotécnicos aqui:

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Zé’s Birthday Surprise Party 2009.11.07

E a pandilha lá pregou uma surpresa ao Júlio (pelo menos ele diz que foi surpresa….)
Tudo começou, na semana antecedente e de forma sorrateira, com a incansável Vanda a sondar os restantes membros do clã MBT para uma eventual festa surpresa a realizar na auto-proclamada Sede do MBT, na Sobreda. Este espaço é vulgarmente conhecido pela “Costa”.
Assim, a Sede do MBT é na Costa. Poder-se-á dar o caso de os donos da casa não aceitarem esta situação, o que é de todo compreensível.
Mas voltemos à Festa do Ano; a Vandinha não se coibiu de proporcionar ao seu Mais-Que-Tudo-e-Alguma-Coisa um momento inesquecível de confraternização e alegria com a família e amigos! Foi mesmo inesquecível para o Zé (o Júlio na Costa é conhecido por Zé) porque o coitado não pode ver tranquilamente o dérbi minhoto Vitória de Guimarães – Sporting de Braga sentadinho no sofá com um copito de tinto ao lado…
Lá nos reunimos na Taberna Amorim, em Belém, e rumámos para Sul. Foi da responsabilidade dos visitantes o transporte dos doces e bombas do género. Na minha montada foi-me incumbido o transporte dos 2 melhores bolos de chocolate do mundo, gentilmente disponibilizados pelo Luís Barata! Grande operação de charme, camarada!!!
Desta forma o Zé teve que fazer de “anfitrião” e aturar uma dúzia de elementos exteriores à casa. Pior sorte tiveram os donos da casa, Armindo e Teresa, que tiveram que aturar 18 elementos exteriores à casa. Ah, e lembrei-me agora do Atrevido, o velho cão, que teve que levar pontapés involuntários de 20 pessoas…
Apesar do caos instalado pela Vanda (recorde-se q a festa original seria para 5 ou 6 pessoas…) a festa lá acabou por correr de forma excepcional, bem divertida, alegre (menos para o Atrevido, o velho cão) e carregada dos sobejamente conhecidos pitéus preparados pelos não menos incansáveis Teresa e Armindo. Sim, porque o Zé não “fez um boi” para além de mandar as “bocas” do costume à suposta desorganização logística reinante na Party e justificando-se que não estava em casa dele…
Podia agora ficar aqui por uns longos momentos a descrever todo o cuidado e carinho na preparação e recepção ao grupo de alarves famintos que de repente apareceu na Costa. Não o vou fazer porque fico logo com uma vontade enorme de repetir a dose já no próximo fim-de-semana. No entanto, não posso deixar passar em falta uma nota de referência à excepcional qualidade dos chouriços que a família Correia sempre disponibiliza neste tipo de eventos sociais!!!!
Outra nota digna de registo (se o houvesse) seria o que se terá passado no sótão da casa, povoado na altura por um incomensurável bando de crianças atrevidas e malandrecas, e que obrigaram a uma dura intervenção por parte do Zé! “Vocês estão na minha casa!! Ou se portam bem ou vai tudo para a rua!!!”. Foi assim, de forma simpática e com o dedo indicador a apontar para a escada de saída, que o Zé pôs cobro ao alegado motim que por ali acontecia.
Curiosamente, naquele momento a casa era do Zé! Ora reparem: “Vocês estão na minha casa!!”
Mas chega de palavras; Foi mais uma super festa do caraças e mai nada!!!!!
Zé, estás de parabéns: por teres conseguido chegar aos 39 ainda com alguma lucidez; pela família que tens e, claro está, pela corja de bandidos que consegues reunir à tua volta!!!!!
Tens 359 dias para preparar a festa dos 40!
UM BRINDE ao ZÉ!!!!!!!!


Aqui ficam algumas imagens do momento social do ano.....
Qualquer semelhança com aquilo que Miguel Angelo pintou no tecto da Capela Sistina é pura coincidência......


Aqui, o Armindo acompanhado por gente de fora.....


...a tropa feminina part#1


...a tropa feminina part#2


o Augusto Inácio em conversa com o Armindo e Luís. O gajo em transe lá atrás é o Pedro, o irmão do Zé, que tem tem uma Specialized daquelas carotas e que conta já com cerca de 12 km...


NO COMMENTS


...e aqui algumas das estrelas da festa: O Atrevido observa(???) o Armindo e uma Specialized. Por trás, vemos o Pedro, que continua em transe, e a sua bina (a de 11 polegadas)



......e já agora, o que é que o Armindo estará a dizer para fazer com que o Quim já transpire?????

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Introdução ao mau tempo

Conforme delineado, às nove da matina de um domingo que não prometia ser muito soalheiro, lá seguimos nós para a Volta da Pólvora.
Os três Mineistas que se atreveram a cedo levantar os ossos da cama num domingo chuvoso e fresco, depois do café da praxe, lá seguiram.
Os primeiros quilómetros, de aquecimento, com passagem do faltoso Fernando que ainda rolava na cama em sonhos com os calções do Júlio, que também se baldou, trocando a bicicleta pela prancha de surf (?!?!?!).
Downhill para o Estádio Nacional onde o terreno fofo prometia fatos sujos no final da volta.
No percurso pela Marginal, entre Caxias e Paço D’arcos, provámos a primeira chuva do dia, que caía abundantemente dando utilidade aos nossos garbosos impermeáveis.
A primeira dificuldade apareceu na subida de Paço D’arcos para o Parque dos Poetas, onde comecei a ver os dois coletes amarelos, João Seabra e Luis Barata, a afastarem-se de mim.
Seguiu-se a já famosa subida do “Expresso”, com as posições no pelotão a manterem-se, Luis, João e eu.
Depois de um corta mato, e já numa zona de moradias “modernas” deu-se um despique peculiar. O Luis decidiu escorraçar um residente canino, desmontando da bicicleta e latindo em direcção ao bicho que não teve outra hipótese se não pôr-se em marcha acelerada sem nunca perder de vista o acicatador. Claro que a maior parte deste episódio me foi contado. Eu continuava na minha pedalada Zen “curtindo” a paisagem.
Atingida a Fábrica da Pólvora estava na hora do refresco que dá nome à equipa.
Na subida para a “bela” estação de Tercena a chuvada do dia abateu-se sobre a equipa.
Desapontamento.

O nosso poiso já habitual o Miss Coffee estava fechado. Siga a marcha até o próxima estação de abastecimento. Numa linda avenida com os passeios inundados de formosas marquises que davam forma a esplanadas, que não o eram de ser por ser cobertas, um belo conceito, parámos para intervalo.
Um espaço agradável, onde aquela hora da manhã de domingo também se praticava desporto. Um grupo de jovens de setenta anos disputava uma aguerrida partida de dominó. Pedimos as Mines e a taberneira desapareceu por detrás do balcão, onde passados dois minutos reaparece com três garrafas geladinhas na mão.
Siga a dança!
Daí até Carnaxide nada a assinalar, a não ser o meu momento de glória do dia, 52,7km/h a descer para a ponte sobre o Jamor, que o piso molhado não estava para brincadeiras.
A longa subida a Queijas foi durinha como costume, não se invertendo a ordem do pelotão, demonstrando o grande trepador Luis que não está para brincadeiras.
Nova descida para Caxias, e a curta mas íngreme subida da Penitenciária. Devo dizer que foi a vez que menos me custou faze-la. Não sei se por estar em melhor forma ou por não estar calor, mas que foi mais fácil, foi…


Segue-se a descida da Prisão para o Estádio, por terra batida com uma vista esplêndida. Descida dada a grandes velocidades onde a adrenalina sobe. No fim da descida o contratempo do dia. O Luis tinha furado. Analisado o sucedido, tratava-se de um prego com aproximadamente um palmo. Ficou demonstrado que a destreza do Luis não se verificava apenas nas subidas difíceis, revelando-se também um exímio substituidor de câmaras-de-ar. Só não percebo como foi possível não ter visto tamanho prego?!


Percurso de manutenção do Estádio Nacional.
Toca a rolar encosta a baixo até à Praça da Maratona. Ideia peregrina, atravessar os terrenos do Estádio pela antiga pista do prólogo do Raly de Portugal. Pois, está em obras e vai-se tornar num verdejante campo de golfe. Por enquanto é um belo pântano muito agradável para atravessar de bicicleta. Depressa vimos os pneus das nossas bicicletas adquirirem o dobro do tamanho e tornarem-se castanhos. Não aumentavam mais de tamanho porque o excedente de lama ficava preso no quadro e garfo das máquinas. As mudanças saltavam, sem percebermos porquê olhamos para os desviadores e eles encontravam-se cobertos de lama grossa, o que inviabilizava qualquer fiabilidade do sistema.



Chegados à minha garagem onde daríamos uma mangueirada às máquinas para lhes devolver a dignidade, fomos recebidos pelo meu simpático vizinho do quarto frente.
Como habitual brindou-nos com as suas tiradas do tipo “não me salpiquem o portão!”, ao que o Luis respondeu com um belo “não se fala mais nisso”.

Enfim, a água dominou este passeio!

Ao que consta o João ainda subiu ao heliporto do Chico Xavier a caminho de casa!


http://www.gpsies.com/map.do?fileId=fcqorzdzwakmlmvt

sábado, 7 de novembro de 2009

Born in 1970!!

Mundo global,
O MBT está também hoje de Parabéns pois um dos membros fundadores completa hoje 39 anitos (segundo o gajo)!!!
Nem mais; o grande Júlio faz anos!!!!
Júlio, estás em parte incerta, não queres saber da malta mas a pandilha envia-te um grande abraço!!!!!
Vê lá se quando fizeres 40 anitos dizes qualquer coisita.......no mínimo, uma minezita paga por ti a chaqun não te ficava nada mal.......

hugs & cheers by all the team!